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sábado, 20 de novembro de 2010

ANTROPOLOGIA CULTURA

Escravidão e contexto brasileiro


INTRODUÇÃO:
O artigo intitulado : Acesso dos Negros ás Universidades Públicas, de Antônio Sérgio Alfredo
Guimarães faz um apanhado geral remontando desde à década de 20 até os dias atuais sobre os
movimentos negros e as políticas públicas inplementadas para a dessegregação e inclusão da raça
negra no ensino superior e a crise educacional brasileira.
DESENVOLVIMENTO:
Na década de 20 verifica-se que a falta de integração social do negro devia-se a precária educação
formal, de boas maneiras e a desunião entre os mesmos. Já a partir de 1945 esse juizo sobre o
comportamento foi parcialmente abandonado passando a uma valorização maior do preconceito
racial. Mesmo mantendo o foco em atividades culturais, educativas e psicanalíticas, acreditava-se
ainda que o ideal de democracia racial era uma ideologia forte o suficiente para defender o
movimento político e cultural, o que foi desmistificado em 1964 com a ruptura da ordem
democrática. Nesse mesmo ano percebe-se ter havido uma estagnação na educação pública
superior e as principais mudanças deram-se no ensino fundamental e médio com a abertura de
escolas privadas nessa modalidade fazendo com que as escolas públicas nessas modalidades
expandicem-se com baixa qualidade e precariedade o que certamente impossibilitava as classes
mais pobres de atingirem a universidade pública, levando os jovens negros a optarem por
universidades privadas a fim de graduarem-se e obtendo diplomas desvalorizados no mercado de
trabalho acentuando assim a discriminação racial, já que nos vestibulares das universidades públicas
classificavam-se apenas jovens da classe média e alta que haviam estudado nas escolas privadas de
ensino elementar e médio. Em contra partida o ensino superior privado era de baixa qualidade
devido ao alto custo da formação acadêmica e da pesquisa científica.
E em 1970 percebe-se claramente a mudança de preconceito racial para discriminação racial Como
sendo o alvo do movimento negro e tendo como principal enfoque a pobreza negra aliada a falta de
oportunidade e a desigualdade de tratamento. Sendo portanto os principais responsáveis por tal
situação a sociedade brasileira e seu indescritível racismo. Mas com a promulgação da nova
Constituição Federal em 1988 e o centenário da abolição da escravatura as lideranças negras
começam a intensificar o trabalho em pról dos direitos civis dos negros, passando a cobrar das
autoridades governamentais ações contra as desigualdades sociais.
A partir de 1995 no governo de Fernando Henrique Cardoso com sua participação e o compromisso
assumido no Fórum Internacional de Durbam que a questão do preconceito obteve maior
visibilidade no Brasil. O que fez com que alguns segmentos públicos criassem cotas para negros.
Mas, o mesmo não acontecia no setor educacional, que continuava estagnado. Provocando a adoção
de medidas racialistas para o ensino superior. O que o Ministério da Educação recusou-se por
entender que o ensino fundamental e médio deveriam ser universalizados e obterem melhorias das
suas condições de funcionamento oportunizando assim uma educação de qualidade a todos. Já a
sociedade civil e os meios de comunicação de massa são contrários ás políticas de cunho racialistas,
como as cotas para negros e pardos nas universidades federais, devido a interesses diretos e
materiais e interesses morais e culturais. Por causa dessas ações contrárias os programas do governo
restringiran-se ao combate à pobreza levando em consideração a identidade racial dos participantes.
Com a estabilidade econômica a pobreza diminuiu, mas as desigualdades sociais e raciais não.
Somente a partir de 2002 é que percebe-se qual a proporção de negros e pardos no ensino superior,
e nota-se ser essa muito pequena em relação ao seu número populacional o que segundo o autor
leva a crer que deve-se ao fato de terem o poder aquisitivo inferior tornando o desempenho destes
no vestibular, bem inferior aos demais, e o turno em que cursaram o ensino médio e qual a natureza
do estabelecimento de ensino. Pois, se as mesmas forem de âmbito estaduais ou municipais têm
menos possibilidades de sucesso aliadas a falta de apoio familiar que contribui para a baixo autoestima
do candidato negro e a forma de seleção para o ingresso na universidade que não deixa
espaço para avaliar e explorar as outras potencialidades dos alunos.
CONCLUSÃO:
Sendo assim, creio que a melhor forma do governo tentar dirimir o problema seria investindo em
uma demanda maior de vagas, e que as universidades não utilizassem o sistema de cotas para
negros e pardos e sim implementa-se uma forma mais justa de seleção para com toda a população
brasileira de condição econômica inferior e que, independente de cor ou raça, é impossibilitada de
frequêntar o ensino superior por ter cursado ao longo de sua vida estudantil escolas públicas com
baixa qualidade de ensino, o que acaba acarretando no baixo desempenho do vestibular.
Reestruturar as escolas públicas de ensino fundamental e médio e propiciar aos educadores uma
formação continuada deve ser o primeiro passo para de fato existir a possibilidade de uma
concorrência igualitária entre toda a população seja esta indígena, negra, branca, parda, amarela,
rica ou pobre.

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